Transição e corte: Histórias reais ♥

Olá gente linda!

Antes de iniciar o post eu quero dar os meus mais sinceros agradecimentos a todas as meninas lindas que quiseram participar deste post e expor suas fotos e história aqui. Obrigada! ♥ Vocês são demais!

Quando se fala em cabelo e beleza se fala em auto estima, em como a pessoa se sente consigo mesma e em como ela se coloca diante do mundo… Muita gente ainda não entende este processo de transição, não entende essa vontade de sair do que já “está dando certo” pra algo novo! Não é agora que vou falar especificamente sobre isso, mas que fique claro: É PRECISO TER CORAGEM E FORÇA! Pra ouvir “o que houve com seu cabelo?” e a pessoa com cara de espanto ou “Ah! Na minha opinião em time que está ganhando não se mexe!” Oi? E por aí vai… Sempre tem apoio, mas tem o outro lado e é preciso ter equilíbrio pra lidar com isso. Beleza? (:

Que as histórias relatadas aqui sejam provas de que é sim possível continuar e que o resultado chega! Basta antes de tudo SE AMAR (você precisa se aceitar) e saber entender do que o seu cabelo precisa e aprender a cuidar dele, com isso o bom resultado é garantido! Ok!? 🙂

• Carol Cunha:

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Sempre tive cabelos cacheados, nas minhas fotos de criança eles aparecem muito bem! Em um dado momento, insatisfeita com meu cabelo eu resolvi alisar, ele passou por um monte de transformações, alisamentos diversos e tinturas. Na época eu me sentia muito bem, até que ele começou a ficar mais difícil de lidar. Eu fui enjoando dos processos que tinha que passar pra manter o cabelo liso e decidi  voltar ao meu cabelo natural. Não foi fácil, mas consegui! Hoje facilmente lido com meu cabelo e não me arrependo dessa escolha que fiz.

Carol Cunha

• Joyce Moura:
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Em 2011 pra 2012, percebi que eu tinha comprimento mas não tinha o essencial, cabelo, o uso constante da guanidina (quase que de 15 em 15 dias) roubou toda a vida do meu cabelo, foi então que eu resolvi MUDAR, troquei de cabeleireira foi ai que encontrei um anjo, que entendia realmente o que um cabelo crespo precisa, que cuidava e cuida até hoje porque não troco por nada.
Em abril de 2012 fui cortando aos poucos, eu mesma, porque não tinha segurança de me entregar a tesoura, insegurança que muitas estão passando, e ao mesmo tempo que é tão difícil é tão compensador.
Cabelo tem identidade! Assumir é questão de força de vontade.

• Lorena Alves:
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Ao contrário das histórias que costumamos ouvir e das histórias acima, Lorena sempre teve o cabelo cacheado! Sendo que quimicamente tratado, ela é a prova pras meninas que já tem cabelo cacheado e que tem medo de parar de usar Química. Ela passou por todas as fases que nós passamos mas o cabelo dela continuou com a textura semelhante! Segundo ela, depois que iniciou a transição os cachos ficaram muito mais definidos e o cabelo muito mais volumoso. Ela ainda está em transição, e o tempo que ela levou até agora é o seguinte: Na primeira foto eu estava com Química, com o cabelo um pouco mais curto do que de ele já esteve, mas não por corte de transição. A segunda foi quando eu cortei o cabelo, nesse período ainda restava quatro dedos de Química pra tirar, mas decidi ir cortando aos poucos. A terceira foto é de 5 meses após o corte, ele já está assim! Eu ainda estou em transição, então essa foto ainda é do meu processo! (: Tenho 1 ano e 4 meses que não uso Química alguma no meu cabelo e foi a melhor escolha que fiz. ♥

• Kelly Santos:

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Minha trajetória com química começou ainda muito cedo, por volta dos 10 anos com permanente afro, na época adorava pois era a única forma que minha mãe encontrava para que eu pudesse deixar os meus cabelos soltos. Antes disso, com os meus 6, 8 anos ela ainda fazia texturização com tranças. Com o passar dos anos, meu cabelo foi ficando fragilizado, perdendo os cachos e principalmente o volume. Aos 20 anos então, cortei o cabelo para mudar o componente químico, que após alguns anos passou também a não dar certo. Então, em 2014, cansada de estar com o cabelo todo detonado resolvi deixar natural… Foram 6 meses de espera para o Big chop (a intenção na verdade não era cortar tanto, mas a profissional me fez o favor de tirar grande parte do cabelo alisado). Saí do salão me amando, mas quando cheguei em casa, só fiz chorar! Foi assim por três dias, quando enfim percebi que estava em uma nova etapa, e que minhas lágrimas não trariam de volta o cabelo danificado (ufa!) Começei então a seguir o cronograma capilar e comprar vários cremes para descobrir com qual tipo meu cabelo ficava legal! Com um ano e cinco meses de processo, posso dizer que me sinto plena e com autoestima! Adoro acompanhar o crescimento dele e tenho um volume que nunca tive na vida! Estou muito feliz.

• Jeane Souza:
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Desde criança sempre fui muito elogiada pelos meus cachinhos. Mas devido a falta de conhecimento da minha mãe, o volume do meu cabelo sempre foi “o problema”.
Eu sempre estava de cabelos presos e de trança. Quando eu o usava solto, só ficava lindo molhado (na época ninguém sabia o que era fitagem…rsrs). Aos meus 11 anos de idade, fiz o meu primeiro relaxamento justamente para poder soltar meu cabelo e não me preocupar com “o volume”. Porém a pessoa que o fez, deixou o produto 2 horas no meu cabelo! Ele caiu todinho na parte de trás….e pra variar nesta época eu usava o famoso aparelho “freio de burro”…Conclusão: Além de ter ficado o patinho feio, eu tive que ficar mais alguns anos de cabelo preso. Algum tempo depois, meu cabelo cresceu e eu pude fazer outro relaxamento, e desta vez com um profissional. Tudo deu certo….e dai por diante fiquei escrava da química. De 3 em 3 meses la estava eu retocando a raiz.
Mas uma coisa foi me desagrando nisso tudo…os meus cachos não existiam mais (como vocês podem ver nas fotos). O que se via era um cabelo com ondas indefinidas e com aspecto ressecado. Pra ir na praia era complicado. Eu entrava na água, e depois parecia que eu tinha feito dreads no cabelo de tão duro que ele ficava. Nem o creme ajudava.
Aos 24 anos tomei a desição que não faria mais relaxamento. Tive este encorajamento vendo os vídeos da Rayza Nicácio. Não foi tão difícil a minha transição como seria para uma pessoa que usava progressiva no cabelo, mas de qualquer forma visualmente era estranho ver aquela raiz super alta e o restante do cabelo todo relaxado. Graças a Deus meu cabelo tem um ótimo crescimento, e não demorou muito para eu me livrar daquele cabelo com química. Fui ousada e fiz um corte chanel. Todos disseram que eu era louca em fazer um corte desses pois cabelo cacheado fica “cheio”! Quando viram o resultado, morderam a língua e recebi muitos elogios! Hoje eu posso ir na praia e megulhar a vontade, que meu cabelo continua com um áspecto saudável, e gostoso ao toque. Até para desembarassar esta muito melhor! Posso prende-lo, e ao soltar continuo com cachinhos (pois antes com a química, os poucos cachos que existiam, se desmanchavam quando eu o prendia.) Fico 2 dias sem molhar o cabelo e meus cachos ficam mais lindos do que nunca. Aaaahhhh….lembram do volume??? Ele nunca foi o problema, e sim a solução.
Hoje estou mega feliz com os meus cachinhos naturais (e vermelhinhos) e foi uma das melhores desições que tomei em minha vida.
Infelizmente, pagamos um alto preço por falta de conhecimento.
Não é somente uma questão de se aceitar. É uma questão de se conhecer!

• Ingrid Quintanilha:image

Minha família inteira por parte de pai tinha cabelo crespo e por parte de mãe cabelo liso (inclusive a minha mãe) então  desde pequena eu cresci vendo minhas tias e primas fazendo chapinha, alisamento, passando ENE e etc. Então para mim tudo aquilo era normal, e quando iam pentear meu cabelo sempre reclamavam do fato dele ser Crespo/Cacheado, então para mim eu havia “nascido” com o cabelo errado, e ainda não tinha uma referência de mulher com cabelos como o meu. Sempre que tinha uma festa ou algo do tipo eu fazia chapinha porque “cabelo liso que era cabelo de festa”, lembro que tinha muito trabalho e sempre queimavam meu couro cabeludo, mas o importante era meu cabelo ficar mega liso. A minha mãe sempre me incentivou a cuidar do meu cabelo e deixa-lo natural(inclusive es de foi um dos motivos pelo o qual ela não me deixou passar Química até a adolescência) então ela sempre tentava hidratar e pentear kkk mas ela não sabia lidar bem com ele. Então quando fiz 13 anos pedi a minha mãe para alisar meu cabelo, então meu pai pediu ajuda a uma amiga cabeleireira a Eloísa(que por acaso do destino estava passando pela transição nesse momento hahaha), quando eu contei para ela o que queria ela conversou comigo e tentou me convencer a aprender a cuidar do meu cabelo, mas eu muito cabeça dura não mudei de ideia, então ela disse que faria,  mas passaria no meu cabelo uma Química mais fraca que com o tempo fosse voltando, aí é claro que eu teria que refazer, eu aceitei por que teria meu cabelo liso.
Eu fiquei 1 ano de cabelo alisado, e toda sexta eu hidratava e fazia escova e prancha,  o que mais me irritava era porque eu sempre me queimava e no calor eu soava muito então era mega desconfortável, e é claro que as vezes de manhã sempre rolava aquela chapinha, então eu tinha que acordar mais cedo para ver se o meu cabelo precisava de chapinha ou não.
Então certo dia estava deitada do quarto da minha mãe quando vi  a Thais Araújo MARAVILHOSA com aquele cabelão mega volumoso e crespo, e eu achei MAGNÍFICO, e eu lembro que falei assim para a minha mãe:
Eu: Nossa mãe o cabelo dela é lindo!!!
Minha mãe: Ue mas você tem cabelo assim é não gosta.
Eu: Mas em mim não fica legal.

E foi ai que eu percebi que eu nunca havia deixado o cabelo ficar daquele jeito! Como a Química estava saindo do meu cabelo eu resolvi ver como ficaria.
E vou contar a verdade para vocês MEU CABELO ESTAVA HORťRÍVEL, não estava cacheado nem liso, estava tudo misturado e a raiz com volume e as pontas mirradas, eu confesso que foi uma época muito difícil, porque mexeu muito com a minha auto estima, e umas meninas da escola ainda ficavam fazendo comentários que me machucavam muito, porém não gostava de demonstrar.
Nessa época não existiam muita informação, então comecei a inventar hidratações caseiras, foi aí que comecei um blog para ajudar as meninas que estavam passando pela mesma situação (o nome era até “O Poder dos cachos”).
Depois de um ano e muita hidratação e um corte meu cabelo voltou a normal, eu acabei me emponderando e aceitando o meu cabelo, confesso que não foi fácil mas não desisti pois acabei me identificando assim.
Depois disso eu passei a querer experimentar mais, entendi que é preciso experimentar algo para saber se fica bem em você ou não, e isso me ajudou em diversas áreas da minha vida.
Em fim hoje me sinto mais bonita, mas confiante e meu Eu.

Então é isso meninas, eu espero mesmo que as histórias relatadas acima tenham servido de inspiração pra vocês tanto quanto serviram pra mim! O corte é sim muito difícil, a transição é sim muito difícil mas precisamos ter paciência e perseverança. Os frutos que serão colhidos serão tão lindos como esses! ❤

Um beeeeijo!

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